Diversidade de mosquitos acrodendrófilos (Diptera, Culicidae) coletados com diferentes larvitrampas em assentamento rural amazônico
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No ambiente florestal, mosquitos apresentam preferência por diferentes estratos verticais. Espécies acrodendrófilas, como Haemagogus spp. e Sabethes spp., concentram suas atividades no dossel arbóreo, e tem implicações diretas para a vigilância entomológica, devido ao risco de transmissão de arboviroses como a febre amarela silvestre (YFV). Este estudo teve como objetivo comparar a abundância e diversidade de culicídeos acrodendrófilos em fragmentos de floresta preservados e antropizados, bem como avaliar a eficiência de diferentes tipos de armadilhas para coleta de formas imaturas (larvitrampas de bambu, pote plástico e pneu). As coletas foram realizadas no Assentamento Rural Rio Pardo (Presidente Figueiredo-AM), entre janeiro e setembro de 2021, em seis campanhas divididas entre os períodos seco e chuvoso. As larvitrampas foram instaladas no dossel (cerca de 12 m) e mantidas por 15 dias em cada ponto amostral. Foram coletados 160 imaturos de nove espécies com importância médico-veterinária. Haemagogus janthinomys Dyar, 1921, vetor primário do YFV, foi a espécie mais abundante (n=62, 38,75%), seguida por Limatus flavisetosus de Oliveira Castro, 1935 (n=29, 18,12%) e Aedes albopictus (Skuse, 1894) (n=28, 17,5%) vetor secundário do DENV. As armadilhas de pneus apresentaram maior colonização geral, enquanto os potes plásticos evidenciaram maior diversidade e equitabilidade. A análise de similaridade (Índice de Jaccard) e de estrutura da comunidade (NMDS e IndVal) não revelaram diferenças significativas entre os ambientes com alto e baixo desmatamento, sugerindo que a alteração da cobertura florestal não foi determinante para a composição das espécies vetoras. Hg. janthinomys e Sabethes spp. foram frequentemente associados às armadilhas naturais de bambu, evidenciando sua afinidade com o dossel e a preferência por fitotelmatas como sítios de oviposição. Em constraste, Ae. albopictus foi mais abundante em áreas antropizadas, associado ao pote plástico. Embora a espécie seja pouco frequente nos estratos superiores, este estudo registrou sua ocorrência nesse ambiente, sugerindo possível plasticidade no uso vertical do habitat em contextos de maior degradação ambiental. Apesar de não ter sido avaliado o risco de transmissão de arbovírus neste recorte, os dados obtidos contribuem para o entendimento da ecologia vertical de mosquitos vetores e para o planejamento de ações de vigilância entomológica na região amazônica.
Abstract:
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Palavras-chave
Revista
Anais do Curso de Entomologia na Amazônia
É parte de
VI
