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Biomonitoramento participativo realizado por comunidades escolares

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A preservação de ambientes ripários no Cerrado é essencial para a manutenção da qualidade da água, especialmente diante das crescentes pressões antrópicas. Neste contexto, o biomonitoramento de macroinvertebrados bentônicos se destaca como ferramenta eficaz de avaliação ambiental. O presente estudo apresenta resultados do biomonitoramento participativo (BP) realizado em um córrego pertencente à Bacia Hidrográfica do Paranoá, Distrito Federal (DF), com a participação de uma comunidade escolar, por meio de um Projeto de Extensão Universitária, realizado de abril a dezembro de 2022. O BP envolveu a participação de estudantes e professores de uma escola de Ensino Fundamental (Anos Finais), na Região Administrativa do Itapoã, DF, em parceria com pesquisadores e colaboradores do Projeto AquaRiparia, Universidade de Brasília (UnB). O projeto dividiu-se em duas etapas de oficinas: pedagógicas e práticas de campo. Nesta última, a avaliação da qualidade da água do córrego foi composta por protocolos de percepção ambiental do ambiente ripário, análises físico-químicas e biológicas da água. Para o biomonitoramento, foram coletadas amostras em substratos contendo formas jovens de macroinvertebrados aquáticos utilizando-se peneiras para arrasto, realizadas pelos Cientistas Cidadãos sob a orientação dos pesquisadores, uma vez por mês, entre os meses de agosto e novembro. Após as coletas, procedeu-se à separação das amostras biológicas no campo, que em seguida foram armazenadas em frascos contendo álcool 70%. Após a separação por ordem e contagem para obtenção dos índices biológicos, os insetos foram armazenados no Laboratório de Limnologia da UnB. Foram coletados 185 macroinvertebrados do Filo Arthropoda, Classe Insecta, distribuídos em oito ordens: Coleoptera (27), Diptera (11), Ephemeroptera (40), Hemiptera (44), Megaloptera (3), Odonata (36), Plecoptera (11) e Trichoptera (13). O índice de qualidade biológica variou de 5,5 a 7,5, indicando “mínima perturbação” em todas as amostragens, exceto em novembro, quando a “perturbação moderada” foi atribuída ao aumento da precipitação no período. Os resultados reforçam a importância do envolvimento comunitário no monitoramento de ecossistemas e na Educação Ambiental de base, que promovam a reflexão crítica de questões socioambientais dos seus próprios territórios.

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Anais do Curso de Entomologia na Amazônia

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VI

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