Variação Intraespecífica em Triplocania brancoi Silva-Neto, Garcia Aldrete, Rafael & Ferreira, 2021 e Triplocania zairae Silva-Neto, Garcia Aldrete, Rafael & Ferreira, 2021 (Psocodea: Psocomorpha: Ptiloneuridae) em cavernas de Minas Gerais, Brasil
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Jose Albertino Rafael
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Alberto Moreira da Silva Neto
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Resumo
A identificação de espécies de Triplocania Roesler, 1940 tradicionalmente se baseia em características da terminália e genitália masculina, além da venação das asas. Geralmente, os machos de Ptiloneuridae Roesler, 1940, não possuem variações nos escleritos fálicos. Gêneros como Brasineura Silva-Neto & Garcia Aldrete, 2015 e Loneura Navas, 1927 mostraram variação na venação, e uma espécie de Ptiloneura Enderlein, 1900 possui variação na genitália masculina. Neste estudo, analisamos T. brancoi e T. zairae, espécies cavernícolas brasileiras. Graças as coletas do projeto Invertebrados cavernícolas no Brasil, obtivemos uma série maior de espécimes para cada espécie. Nosso objetivo foi descrever detalhadamente e discutir as implicações da variabilidade na taxonomia do gênero. Analisamos 160 espécimes dessas espécies coletados em 123 cavernas em Minas Gerais. Deste 87 foram dissecados em álcool 70%, montados em lâminas e fotografados em lupa Leica. A imagem de distribuição foi gerada no QGIS. Todos os exemplares serão depositados no Centro de Estudos em Biologia Subterrânea (CEBS). A análise revelou um gradiente de variação nos escleritos endofálicos em ambos as espécies. Em T. brancoi, 80 indivíduos de nove cavernas apresentaram variações na quantidade e forma das projeções dos escleritos endofálicos. No entanto, a consistência do epiprocto (região distal acuminada) e o formato das projeções dactiloides do par mesal permitiram atribuir todos os exemplares à mesma espécie, indicando variações intraespecíficas. Similarmente, os sete exemplares de T. zairae, de duas cavernas, também exibiram variação nos escleritos endofálicos, com indivíduos correspondentes à descrição original e variantes coexistindo na mesma caverna. Essa coexistência reforça que as diferenças morfológicas são expressões da variabilidade populacional. Essas descobertas evidenciam a dificuldade da taxonomia tradicional, que se apoia em características estáveis para diferenciar táxons. A variação morfológica da genitália nessas espécies destaca a necessidade de cautela ao usar essas estruturas como únicos caracteres diagnósticos. Embora a variação intraespecífica não invalide a taxonomia tradicional, o estudo enfatiza a importância de analisar um número significativo de espécimes para compreender a extensão da variação dentro de uma espécie e identificar padrões consistentes.
Abstract:
Descrição
Palavras-chave
Revista
Anais do Curso de Entomologia na Amazônia
É parte de
VI
