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dc.contributor.advisorGomes, José Antônio Alves-
dc.contributor.authorNogueira, Adília-
dc.date.accessioned2021-04-16T13:47:13Z-
dc.date.available2021-04-16T13:47:13Z-
dc.date.issued2010-10-18-
dc.identifier.urihttps://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/37480-
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherInstituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPApt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectPeixe elétricopt_BR
dc.subjectGymnotiformespt_BR
dc.subjectComportamento do peixept_BR
dc.titleDiversidade específica em Microsternarchus (Gymnotiformes: Hypopomidade) da bacia do rio Negro e comportamento agonístico em cativeiro de uma nova espécie do gêneropor
dc.typeTesept_BR
dc.identifier.author-latteshttp://lattes.cnpq.br/9032633016185489pt_BR
dc.publisher.programGenética, Conservação e Biologia Evolutiva - GCBEvpt_BR
dc.description.resumoOs Gymnotiformes da América Central e do Sul possuem órgãos elétricos e eletroreceptores utilizados para a localização ativa de objetos e organismos e para as interações sociais intra e interespecíficas. O conhecimento cada vez mais generalizado dentro da ordem é de que a diversidade específica destes organismos se encontra bastante subestimada. O gênero monotípico Microsternarchus apresenta variações em relação à sua morfologia externa e características da DOE e estudos realizados sobre a diferençiação genética entre populações de Microsternarchus da bacia do rio Negro mostraram a sua separação em cinco linhagens distintas, com valores elevados de divergência. O comportamento agonístico compreende padrões comportamentais de ajuste a situações de conflito entre indivíduos da mesma espécie ou de espécies diferentes. Os “displays” comportamentais dos Gymnotiformes dependem de elementos físicos/motores e das informações codificadas pela Descarga do Órgão Elétrico. Esta é altamente variável e cada espécie possui um repertório único, devido à especialização de mecanismos de regulação e modulação, que a torna numa poderosa ferramenta de comunicação. Os métodos de análise filogenética têm vindo a causar impactos significativos em muitas áreas de estudo, incluindo o estudo da evolução da comunicação animal. A compreensão das relações filogenéticas entre os diferentes grupos de peixes elétricos ainda é incipiente, mas esta abordagem promete subsidiar um melhor entendimento sobre o valor adaptativo do comportamento animal, fundamental para a compreensão da dinâmica ambiental na Amazônia. Este trabalho teve como objetivo principal contribuir para o entendimento dos mecanismos de especiação e significado adaptativo da eletrocomunicação, através da utilização de Microsternarchus como modelo de estudo. Para tal, foi feita uma análise sobre a variação morfológica e da DOE das linhagens identificadas para a bacia do rio Negro, e uma análise da variação dos “displays” agonísticos motores e elétricos exibidos por uma nova espécie de acordo com o contexto social intra e interespecífico, este último variando de acordo com as relações filogenéticas entre as diferentes espécies. Os resultados apontam para que o gênero contenha quatro espécies ainda não descritas. A espécie utilizada para o estudo do comportamento agonístico exibe características que permitem a sua imediata distinção: a presença de um órgão elétrico grande e visível a olho nú, e um pulso formado por uma segunda fase de amplitude bem menor do que a primeira. A sua DOE partilha vários aspectos temporais e espectrais com Racenisia fimbriipinna (gênero irmão), que não acontece com Microsternarchus bilineatus, o que reforça a necessidade de uma revisão taxonômica e sistemática do gênero e dos respectivos relacionamentos filogenéticos. A nova espécie exibe um comportamento agressivo intraespecífico com o estabelecimento de relações de dominância entre peixes do mesmo sexo e de sexos opostos. A competição entre as fêmeas apresentou níveis superiores de agressividade do que entre machos e estas se mostraram sempre dominantes em relação aos machos. Como resultado, ocorreram alterações na forma de onda da DOE e os animais submissos alteraram um maior número de parâmetros do que os dominantes. A taxa de repetição parece ser um parâmetro importante para o estabelecimento de relações de dominância entre indivíduos do mesmo sexo e os machos, quando na presença das fêmeas, apresentaram um pulso menos alongado. A exposição a diferentes ambientes sociais interespecíficos revelou a existência de índices de agressividade e relações de dominância distintos que parecem estar relacionados com a distância filogenética entre as espécies. A taxa de repetição e a forma de onda parecem também desempenhar papéis relevantes nos processos de reconhecimento interespecífico.pt_BR
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