Emergência climática e a sociobiodiversidade amazônica
Carregando...
Arquivos
Data
Carregando...
Fernanda de Pinho Werneck
Carregando...
Jordana Guimarães Ferreira
Carregando...
Josué Anderson Rêgo Azevedo
Carregando...
Pedro Paulo Goulart Taucci
Carregando...
Felipe Augusto Zanusso Souza
Orientador
Coorientadores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título do Volume
Editora
Resumo
As mudanças climáticas globais estão tomando um rumo de colapso sem precedentes e expõem a sérios riscos e vulnerabilidades às populações humanas, à biodiversidade e aos ecossistemas naturais como um todo. Compreender os impactos das emergências climáticas sobre a altíssima sociobiodiversidade brasileira e amazônica e buscar mitigá-los é uma tarefa complexa. A superação desses desafios exige esforços coordenados em múltiplas frentes. A ciência deve desvendar as complexas interações entre os diversos aspectos. A conservação precisa fornecer resultados aos tomadores de decisão, subsidiando políticas públicas baseadas em dados científicos. Paralelamente, a educação ambiental foca em sensibilizar a sociedade e seus multiplicadores, como estudantes e professores. Por fim, a comunicação e a divulgação científica são essenciais para disseminar amplamente esses desafios e benefícios.
Nesse contexto, destaca-se a sociobiodiversidade, entendida como a inter-relação entre a diversidade biológica e a diversidade de sistemas socioculturais. Esta é considerada área estratégica de Ciência e Tecnologia e está direta e indiretamente relacionada a vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU, como o de Ação Contra a Mudança Global do Clima (ODS 13), Vida na Água (ODS 14) e Vida Terrestre (ODS 15). Portanto, combater a perda da diversidade biológica é também combater as emergências climáticas e assim promover uma vida global mais justa, livre de desigualdades e pobreza, em equilíbrio com o meio ambiente.
O Laboratório de Ecologia e Evolução de Vertebrados (LEEVI) é um grupo de pesquisas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), coordenado pela pesquisadora Fernanda de Pinho Werneck. O grupo atua em prol da conservação da biodiversidade amazônica, com foco especial nos anfíbios e répteis (conhecidos como herpetofauna), investigando ecologia, evolução e abordagens integrativas para quantificar as vulnerabilidades e embasar estratégias de conservação.
Este livro é um dos principais resultados desse esforço. Produzido no âmbito do Projeto BioClimAmazônia, o objetivo é disseminar conceitos, resultados e entendimentos gerados pelo LEEVI e colaboradores sobre a biodiversidade da herpetofauna amazônica. A obra aborda também os diversos processos e mecanismos envolvidos na vulnerabilidade e nas respostas das espécies às alterações ambientais e climáticas, tanto em escalas de tempo antigas quanto nas contemporâneas aceleradas pela ação humana.
As informações reunidas aqui buscam possibilitar a troca de conhecimento com estudantes, professores, tomadores de decisão em políticas públicas de conservação e a sociedade geral. Com isso, espera-se que as ações e comportamentos possam ser direcionados para uma cidadania socioambiental que estimule a conservação da biodiversidade frente às emergências climáticas globais. Afinal, com uma sociedade bem-informada, o compartilhamento de notícias falsas (fakenews) tende a diminuir ao mesmo tempo em que os mecanismos de cidadania ambiental são fortalecidos para propor e cobrar dos tomadores de decisão políticas públicas cientificamente embasadas.
O Projeto BioClimAmazônia — “Popularizando as múltiplas dimensões dos impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade amazônica junto à comunidade amazônida” — foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). O conteúdo aqui apresentado deriva da produção científica desenvolvida na Amazônia ao longo da última década (apoiada por diversas agências de fomento), bem como de ricas trocas de experiências e conhecimento com públicos e parceiros de diversos setores e comunidades amazônidas.
Nossa mais profunda gratidão a cada uma dessas trocas e vivências!
