Dissertação
Ecologia da polinização e da dispersão de Caryocar brasiliense Camb. (Caryocaraceae) na região do Distrito Federal
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Universidade de Brasília
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No presente trabalho foram estudados aspectos da ecologia reprodutiva de Caryocar brasiliense Camb. em vegetação de cerrado na região do Distrito Federal, no Brasil Central, entre setembro de 1983 e janeiro de 1985. Ênfase foi dada às interações da planta com a fauna regional nos processos de polinização e dispersão, sendo também abordados aspectos da fenologia, biologia floral, sistema reprodutivo, aborto de frutos e predação de sementes. Caryocar brasiliense renova a folhagem e floresce no final da estação seca. As flores são tipicamente quiropterófilas, apresentando modelo morfológico do tipo "pincel" de estames. A planta apresenta auto-incompatibilidade incompleta, sendo a proporção de frutos formados por polinização cruzada significativamente maior do que a formada por autopolinização. Não há formação de frutos por apornixia. Cinco espécies de morcegos visitam as flores de C. brasiliense na região de estudo: Glossophaga soricina, Anoura geoffroyi, Phyllostomus discolor, Vampyrops lineatus e Carollia perspicillata, sendo todas polinizadoras em potencial. Esfingídeos também visitam as flores freqüentemente e, dependendo do comprimento da probóscide, podem efeturar eventualmente a polinização. Os frutos alcançam a maturidade três a quatro meses após a floração. Em condições naturais somente cerca de 3% dos ovários desenvolvem-se até o estágio de fruto maduro, enquanto que cerca de 1% dos óvulos desenvolve-se até semente. Os frutos podem conter de 1 a 4 putâmens, que são as unidades de dispersão da espécie. Cada putâmen é coberto por uma polpa oleosa de coloração amarela, com cheiro forte e agradável. A semente é protegida por um endocarpo lenhoso coberto por milhares de pequenos espinhos finos e quebradiços. A dispersão dos propágulos a longa distância pode ser efetuada pela ema (Rhea americana) por endozoccoria. A dispersão a curta distância pode ser efetuada, por sinzoocoria, pela gralha (Cyanocorax cristatellus) e pela cotia (Dasyprocta sp), sendo que esta espécie frequentemente enterra os putâmens. A arara canindé (Ara ararauna) consegue romper o endocarpo e predar as sementes. As sementes também são predadas por larvas de lepidópteros do gênero Synanthedon (família Sesiidae).
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