Dissertação
FLORÍSTICA E FITOSSOCIOLOGIA DE FLORESTAS EM PALEOAMBIENTES FLUVIAIS DE TRÊS BACIAS HIDROGRÁFICAS DA AMAZÔNIA
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Resumo
Este estudo contribui para o conhecimento florístico e fitossociológico de florestas que
se estabeleceram sobre três distintos paleoambientes fluviais amazônicos: (a) megaleque do
Viruá, na bacia do rio Branco, (b) paleocanais com areia branca na cabeceira do rio Tarumã,
na bacia do rio Negro, e (c) paleocanais preenchidos por sedimentos de granulação diversa em
um terraço fluvial abandonado do rio Madeira. Os resultados das análises da vegetação
indicam que os paleoambientes de deposição fluvial mais extensos e de drenagem
provavelmente mais recente dos rios Branco e Madeira apresentam maior similaridade
florística entre si, apesar de estarem separados por cerca de 1000 km e ocorrerem em
afluentes de margens opostas do sistema hidrológico amazônico. As principais espécies
arbóreas indicadoras das florestas que recobrem os perfis de areia branca nos rios Branco e
Madeira são: Ruizterania retusa, Couma utilis, Licania heteromorpha, Sacoglottis guianensis,
Hebepetalum humiriifolium e Humiria balsamifera. Estas espécies são também registradas na
vegetação arbórea-arbustiva de areia branca na região de Manaus (campinas e campinaranas
em estágios sucessionais iniciais), mas foram raras ou ausentes nas campinaranas florestadas
amostradas na região de Manaus, pelo presente estudo. Estas exibiram alta proporção de
espécies arbóreas secundárias e pioneiras de longa vida, como Simarouba amara, Tapirira
guianensis, Guatteria procera, Protium heptaphyllum, Protium spruceanum, Myrcia
splendens e Goupia glabra, além da palmeira Oenocapus bacaba. Aqui hipotetizamos que em
áreas hidrologicamente mais estáveis, como os sítios estudados em Manaus, as condições
estressantes dos solos de areia branca tenham sido amenizadas após a colonização inicial
dessas áreas por assembléias de árvores especializadas neste tipo de substrato. A melhoria do
ambiente edáfico permitiu que outras espécies arbóreas pioneiras de longa vida e secundárias
se estabelecessem nesses paleoambientes de deposição fluvial, que paulatinamente podem
adquirir composição florística mais próxima das encontradas nas florestas de terra firme do
entorno.
Abstract:
This study contributes to the floristic and phytosociological knowledge of forests that colonize three distinct Amazonian fluvial paleoenvironments: Viruá megafan, in the Branco river basin; paleochannels filled by white-sand sediments in the river Negro basin; and paleochannels filled by sediments of diverse granulation in an abandoned fluvial terrace of the Madeira river. The vegetation analyzes indicate that the drained fluvial paleoenvironments of the Branco and Madeira rivers present high floristic similarity to each other, although they are separated by about 1000 km and occur in tributaries of opposite banks of the Amazonian hydrological system. The main indicator species of the inventoried forests in the Branco and Madeira fluvial paleoenvironments are: Ruizterania retusa, Couma utilis, Licania heteromorpha, Sacoglottis guianensis, Hebepetalum humiriifolium and Humiria balsamifera. The sampled forests in Manaus exhibited a high proportion secondary-growth and long-lived pioneer trees, such as Simarouba amara, Tapirira guianensis, Guatteria procera, Protium heptaphyllum, Protium spruceanum, Myrcia splendens and Goupia glabra, and Oenocapus bacaba. Here we hypothesize that in the hydrologically more stable areas, such as the studied sites in Manaus, the stressing conditions of the soils have been softened after the initial colonization of these areas by trees specialized in white-sand substrates. The enhancement of the edaphic environment allows other long-lived pioneer and secondary-growth tree species to settle in these fluvial paleoenvironments, which gradually may acquire floristic composition closer to those found in the surrounding terra firme forests.
Palavras-chave: white-sand, rivers, Amazon, e campinaranas.
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