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Produção, composição química e atividade antifúngica de óleos essenciais de espécies arbóreas da família Lauraceae
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Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA
Resumo
agentes antifúngicos, caracterizando e identificando quimicamente seus diferentes compostos
e, contribuindo para identificar potenciais moléculas relacionadas à defesa das plantas. Os
óleos Nesta pesquisa foi investigada a possibilidade de utilizar óleos essenciais como possíveis
essenciais de extratos foliares (galhos e folhas) de Aniba rosaeodora provenientes de
plantios localizados em Manaus e Maués, e óleos essenciais de Aniba canelilla de um plantio
de Manaus e Aniba Parviflora de um plantio localizado em Santarém no Pará, foram
avaliados contra fungos fitopatogênicos de importância agrícola. O óleo essencial A.
rosaeodora obtido a partir da hidrodestilação foi analisado por GC-MS e dezesseis
constituintes foram identificados representando 98% do total do óleo essencial, dos quais o
linalol foi o mais representativo, compondo até 80% do óleo essencial. O óleo de folhas e
galhos (20,0 mg.mL-1) apresentaram significativa atividade antifúngica contra os fungos
fitopatogênicos Colletotrichum gloeosporoides, apresentando halos de inibição medindo entre
14,3 e 16,5 mm e CIM/CMF de 1,2 mg.mL-1; Colletotrichum sp., com halos de 12,1 a 14,3
mm e CIM/CMF de 2,5 mg.mL-1; e Colletotrichum guaranicola, com halos de 19,8 a 22,2
mm e CIM/CMF de 0,6 mg.mL-1. Os óleos essenciais de A. canellila e A. parviflora também
foi avaliada contra fungos fitopatogênicos de importância agrícola. O óleo essencial obtido a
partir da hidrodestilação foi analisado por GC-MS e sessenta e quatro constituintes dos óleos
essenciais foram identificados, dos quais o linalol foi o mais representativo compondo até
40% do óleo essencial de A. parviflora, e o 1-nitro-2-feniletano da A. canellila compondo até
90% do óleo essencial. O óleo de folhas e galhos A. parviflora (20,0mg.mL-1) apresentaram
atividade antifúngica contra os fungos fitopatogênicos Colletotrichum gloeosporoides
apresentando halos de inibição medindo entre 14,9 e 13,2 mm e CIM/CMF de 2,5 mg.mL-1;
Colletotrichum sp., com halos de 10,0 e 10,2 mm e CIM/CMF de 5,0 mg.mL-1; e
Colletotrichum guaranicola, com halos de 9,5 a 9,1 mm e CIM/CMF de 1,2 mg.mL-1. Aniba
canellila foi bem mais ativo contra os fungos apresentando halos de 14,7 e 14,6mm e
CIM/CMF 0,6 mg.mL-1 contra fungo C. gloeosporoides, 11,5 e 11,7mm e CIM/CMF de 0,6
mg.mL-1 contra o Colletotrichum sp., 12,0 e 12,1mm e CIM/CMF 0,15mg.mL-1
C.guaranicola. O linalol também apresentou atividade contra todos os cinco fungos. Diante
dos resultados obtidos, fica provado que a utilização dos óleos essenciais das folhas e galhos
dessas espécies podem eventualmente substituir o óleo extraído da madeira e a bioprospecção
de metabólitos secundários de Lauráceas se mostraram ativos contra fungos e o seu uso
possibilitará o desenvolvimento de fungicidas menos agressivos.
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