Dissertação

Padrões de crescimento de árvores que ocorrem em diferentes toposseqüências na região de Manaus (AM)

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Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA

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No caso de manejo florestal, o entendimento do padrão de crescimento é fundamental para (i) a escolha das espécies que podem ser exploradas; (ii) a escolha das espécies que devem ser protegidas; (iii) projeção mais precisa do cicio de corte e (iv) prescrição de tratamentos silviculturais. A maioria dos estudos sobre crescimento e rendimento de florestas tropicais enfatiza apenas o povoamento florestal, sem levar em consideração o indivíduo arbóreo. Este trabalho tem como objetivo analisar padrões de crescimento individual de diversas árvores que ocorrem em duas toposseqüências (direções Norte-Sul e Leste-Oeste), estratificadas em platô, encosta e baixio, de uma amostra representativa da floresta de terra-firme da Amazônia Central. Foram selecionados aleatoriamente, aproximadamente 140 indivíduos em cada toposseqüência, distribuídos nos platôs, encostas e baixios e nas três classes de diâmetro (10 = DAP = 30 cm; 30 = DAP= 50 cm e DAP = 50 cm). Em cada uma dessas árvores foi instalada uma fita metálica, com suas extremidades parcialmente sobrepostas e ligadas por uma mola; o avanço de uma das pontas, dentro uma janela, representa o crescimento em circunferência, que foi medido com um paquímetro digital. As medições foram realizadas mensalmente ao longo de 19 meses, de junho/1999 a dezembro/2000; neste estudo foram considerados apenas os 12 meses do ano 2000. O padrão individual de crescimento em diâmetro varia muito com o passar dos meses (alfa = 0,001) e apenas razoavelmente quando os meses são interagidos com as classes de diâmetro (a = 0,08); por outro lado, o sinal é muito fraco (alfa = 0,25) quando as classes topográficas são acrescentadas na interação anterior e praticamente nenhum sinal (a = 0,89) quando é analisada a interação meses e classes topográficas. A média do incremento anual em diâmetro, considerando todas as 272 árvores monitoradas, foi de 1,64 ± 0,21 mm (alfa = 0,05), ficando dentro do intervalo dos incrementos obtidos no BIONTE e FLONA Tapajós, que é de 1,5 a 2 mm por ano.

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