Dissertação
Dinâmica espacial e temporal do fluxo de CO2 do solo em floresta de terra firme na Amazônia Central
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Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
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O objetivo deste estudo foi determinar a variação espacial e temporal do fluxo de CO2 do solo e sua relação com características físicas e químicas do solo. O estudo foi desenvolvido no período entre março e setembro de 2003, ao longo de um gradiente topográfico e de textura do solo na bacia do rio Cuieiras, Manaus, AM (2°35'21,08" S, 60"06'53,63" W). O fluxo de CO2 do solo foi medido semanalmente em 20 pontos ao longo de um transecto de 850 m, utilizando um analisador de gás por infra-vermelho (EGM-3, PP Systems, U.K.); simultaneamente foram feitas medidas de temperatura e umidade volumétrica do solo. Amostras de solo e liteira para análises de nutrientes e cálculos de estoques foram coletadas em três diferentesépocas: 18 de abril (chuvosa), 05 de julho (transição chuvosa-seca) e 21 de setembro (seca). O fluxo de CO2 do solo apresentou alta variabilidade espacial e sazonal com média total de 5,76 Ilmol CO2 m-2 s~, o menor fluxo (1,07 Ilmol CO2 m-2 S-I) registrado nos solos do baixio, e o maior (12,94 Ilmol CO2 m-2 S-I) na vertente, ambos na estação chuvosa. A vertente apresentou os maiores valores, porém, na época seca os fluxos medidos nos solos do baixio aumentaram a ponto de se tornarem similares aos da vertente. Houve uma relação diretamente proporcional entre o fluxo de CO2 do solo e temperatura, entretanto com a umidade volumétrica, a relação foi inversamente proporcional. Em geral, foram observadas melhores relações entre fluxo e características químicas nos solos de platô; por exemplo, a relação com o P disponível apresentou o melhor coeficiente de determinação (0,52). Por outro lado, as melhores relações com temperatura e umidade volumétrica foram observadas nos solos do baixio. Uma vez que o aumento da temperatura do solo eleva o fluxo de CO2, e a redução da umidade ocasiona um acréscimo considerável do fluxo no solo do baixio, a escassez de chuvas sob a floresta pode proporcionar um aumento na emissão de CO2 para a atmosfera, e conseqüente redução do estoque de carbono nos solos do baixio.
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