Dissertação
Taxonomia e sazonalidade das espécies de Mantispidae (insecta: neuroptera) da Amazônia Brasileira.
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Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Resumo
Muito pouco se conhece sobre os mantispídeos amazônicos, este trabalho teve como
objetivo aumentar o conhecimento taxonômico e ecológico deste grupo de insetos. O
primeiro capítulo abordou as espécies de Mantispinae, da Amazônia brasileira, antes
inclusas no gênero Mantispa Illiger, 1978, recentemente dividido em seis gêneros. Foram
analisadas 14 espécies. Uma espécie foi transferida para o gênero Dicromantispa
Hoffman 2002, D. moulti (Navás, 1909) nov. comb.; duas para o gênero Leptomantispa
Hoffman 2002, L. ariasi (Penny, 1982) nov. comb. e L. axillaris (Navás, 1908) nov. comb.
L. nymphe Hoffman 2002 e uma espécie do gênero Haematomantispa Hoffman 2002
(Haematomantispa sp. n.) foram registradas pela primeira vez no Brasil. Três novas
espécies foram descritas, Dicromantispa sp. n., Haematomantispa sp. n. e Leptomantispa
sp. n.. Duas novas sinonímias foram estabelecidas: Mantispa (Mantispilla) lineaticollis
Enderlein, 1910 com Dicromantispa debilis (Gestaecker, 1888) e M. parvula Penny, 1982
com Zeugomantispa compellens (Walker, 1860). D. synapsis, D. gracilis e Z. virescens
não sofreram alterações taxonômicas. Foram elaboradas chaves de identificação para
estas espécies assim, como para os gêneros de Mantispinae e subfamílias que ocorrem
no Brasil. O segundo capítulo teve como objetivo estimar a distribuição anual destes
insetos, e para isto uma armadilha luminosa (lençol branco iluminado com lâmpada de
250 W, luz mista de vapor de mercúrio e lâmpada BLB) foi montada em nível superior da
maioria das copas das árvores, a 45 m de altura, em uma torre localizada no Km 14 do
núcleo ZF-2 (uma área de floresta primária), Manaus, AM, Brasil. As coletas foram
realizadas mensalmente de 18 h às 6 h, durante três noites, no período de transição lunar
minguante/nova, noites mais escuras, durante todo o ano de 2004. Foram coletados 143
indivíduos (80 fêmeas e 63 machos), divididos em 12 espécies. Três exemplares
pertencem à subfamília Symprhasinae e o restante a Mantispinae. O local onde a
armadilha foi instalada mostrou-se satisfatório. Os espécimes foram coletados em todos
os meses. O número de indivíduos apresentou uma fraca correlação positiva mas não
significativa com a pluviosidade (r=0,42; p=0,16) e uma correlação inversa, também não
significativa com a temperatura (r=-0,26; p=0,40), indicando que o número de exemplares
pode ser maior no período chuvoso. A espécie mais comum foi Buyda phthisica
(Gerstaecker, 1885) (61 indivíduos), ocorrendo em todos os meses, seguida por
Zeugomantispa virescens (Rambur, 1842) (27 indivíduos), que só não esteve presente em
fevereiro e dezembro.
Abstract:
Little is known about the Amazonian Mantispidae and this work aims to increase the
taxonomic and ecological knowledge of this group of insects. The first part addresses the
Amazonian Brazilian species of Mantispidae previously belonged to the genus Mantispa
Illiger, 1978, recently divided into six genera. It was analyzed 14 species. One species was
transferred to the genus Dicromantispa Hoffman 2002, D. moulti (Navás, 1909) nov.
comb.; and two to the genus Leptomantispa Hoffman 2002, L. ariasi (Penny, 1982) nov.
comb. and L. axillaris (Navás, 1908) nov. comb. L. nymphe Hoffman 2002 and one
species belonged to the genus Haematomantispa Hoffman 2002 (Haematomantispa sp.
n.) were registered for the first time in Brazil. Three new species were described,
Dicromantispa sp. n., Haematomantispa sp. n. and Leptomantispa sp. n.. Two new
synonymies were established: Mantispa (Mantispilla) lineaticollis Enderlein, 1910 with
Dicromantispa debilis (Gestaecker, 1888) and M. parvula Penny, 1982 with
Zeugomantispa compellens (Walker, 1860). D. synapsis, D. gracilis and Z. virescens have
not suffered taxonomic alterations. Identification keys were elaborated for these species,
for the genera of Mantispinae, and subfamilies that occur in Brazil. In the second part we
estimate the annual distribution of this insects using a light trap (white pane iluminated by
a 250 watts mixed lightand a 20 watts black-light (BLB) lamps) armed in a superior level of
the majority of the tree s canopy, 45 m height in a metallic tower located in Km 14 to the
núcleo ZF-2 (a area with a primary forest) in Manaus, Amazonas, Brazil. The collections
were carried out monthly in 2004, during three nights of lunar transition third quarter
moon/new moon from 18 p.m. to 6 a.m.. Were collected 143 individuals (80 females and
63 males), divided into 12 species. Three specimens belonged to the subfamily
Symprhasinae and the remaining to Mantispinae. The place where the trap was installed
was shown to be satisfactory. The specimens were present in the collections of all months.
A low but no significant correlation between the number of individuals and pluviosity was
found (r=0,42; p=0,16), whereas an inverse but no significant correlation was found
between the number of individuals and temperature (r=-0,26; p=0,40), indicating that the
number of specimens could be larger during the rainy season. The most common species
was Buyda phthisica (Gerstaecker, 1885) (61 individuals), found in all months, followed by
Zeugomantispa virescens (Rambur, 1842) (27 individuals), absent only on February and
December.
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